O papel de parede sempre foi aquele artigo de decoração que captura na hora o interesse das pessoas. Seus temas dizem muito sobre o tom de cada ambiente e o gosto de quem mora ali. A história do papel de parede mostra o quão querido e disputado esse acessório foi e como ele transformou as tendências do mundo da decoração. Vem com a gente descobrir essa trajetória incrível!

O início do papel de parede

A história do papel de parede, assim como de muitos outros artigos de decoração da atualidade, tem uma relação muito íntima com o Renascimento, aquele período de onde saíram alguns dos artistas e obras mais impressionantes e importantes da humanidade.

Com o ressurgimento do interesse pelas artes e a enorme riqueza que os países europeus acumulavam com as expedições ultramarinas, as tapeçarias eram itens muito valiosos, que preenchiam as paredes das casas mais nobres, vindo de diversos lugares do mundo, pois o uso de tapeçarias e peles nas paredes é comum de muitas culturas antigas.

Além do efeito decorativo, as tapeçarias eram ótimas para dar mais conforto térmico para o ambiente, já que continham um pouco mais da umidade das paredes cementadas. Mas a tapeçaria era algo extremamente caro, e por isso era um forte símbolo de nobreza.

Mas como essa foi a época da criatividade e da ascensão das classes produtoras, o uso de papel com grandes ilustrações artísticas xilogravadas começou a aparecer em algumas casas. Elas recebiam uma mistura de cola, que fixava e também controlava um pouco mais a umidade do ambiente.

No início os papéis de parede eram produzidos com xilogravuras, impressões feitas através de esculturas na madeira, e tinham poucas cores – mas já tinha nomes imortais, como Albrecht Dürer, o pai do renascentismo nórdico.

A popularização do papel de parede

Ao final da era do Renascimento, a produção de papel de parede já era uma indústria, especialmente depois da criação de máquinas de impressão que eram capazes de imprimir em variadas cores. Dali para a frente passam a existir duas tendências principais: os panoramas e as padronagens.

Os panoramas eram grandes painéis contando algum tema religioso ou reproduzindo obras populares, muito comuns em mansões de famílias para contar sua história, e as padronagens eram temas que se repetiam, preenchendo todos os espaços, das paredes ao teto, geralmente com temas florais, que se referiam ao símbolo heráldico daquela família.

Durante as disputas entre França e Inglaterra, o papel de parede foi um dos principais itens a ser banido e depois super taxado no governo puritano de Cromwell, o que fez com que muitos papéis de parede viessem da China. Eles eram muito mais finos e pintados à mão.

Por causa do frio e das épocas de umidade, cada vez mais o papel de parede foi se tornando um item comum dentro das casas. Servia como decoração e isolante térmico, pois ganhava o implemento de fundos com algodão.

O movimento art déco, que se inspirava em tornar objetos simples do dia a dia e embalagens de produtos em verdadeiras obras de arte, foi o que fez o status do papel de parede se transformar numa febre mundial. Até hoje nós amamos os paisleys, os temas inspirados em arabescos e padrões geométricos, com cores neutras e delicadas. A moda vintage dos anos 70 é totalmente inspirada em art déco.

O papel de parede como item popular

As pinturas de parede eram um problema nos países do hemisfério norte: as tintas continham elementos altamente tóxicos, que causam acidentes até hoje, e as parede de drywall e madeira, que são muito populares em países frios, ficavam muito mais bem isoladas termicamente com o uso de papéis de parede, especialmente com o implemento de superfícies vinilizadas, que também aumentou em muito sua durabilidade.

No Brasil a alvenaria é muito popular, também por motivos térmicos, já que aqui faz muito calor e ela ajuda a refrescar as casas, sendo também mais resistente contra as chuvas fortes.

Por isso o papel de parede demorou para fazer sucesso no Brasil, se mantendo popular mais entre os círculos de imigrantes, que tinham o costume de usar papéis de parede em casa.

Mas com as tecnologias de impressão, seu uso perdeu barreiras e hoje ele é muito útil para proteger e aumentar a vida útil das suas paredes, sendo muito fácil de aplicar e com uma quantidade incontável de temas e artes. Os panoramas também ganharam um novo fôlego com os painéis fotográficos, para quem gosta de paisagens imersivas ou quer eternizar uma foto de família.

Mais do que fácil e decorativo, o papel de parede também protege a parede de bactérias e do excesso de umidade. Você vai amar ter esse pedaço de história embelezando suas paredes, e aqui na Papel na Parede você encontra uma série de dicas incríveis de como escolher, decorar e cuidar do seu ambiente com as artes mais criativas.